Resumo do Livro: A Alma Encantadora das Ruas

A Alma Encantadora das Ruas

“A Alma Encantadora das Ruas”, é obra literária de João do Rio e foi publicada no início do século XX, e está classificada como uma das importantes obras do pré-modernismo brasileiro.

João do Rio tinha a pretensão de representar as efervescentes mudanças pelas quais passava o Rio de Janeiro daquela época. Este é seu terceiro livro e seguramente o mais importante. João do Rio faz um relato único sobre o que se vê nas ruas da cidade. O Rio de Janeiro daquela época é retratado pelos olhos sensíveis de um observador capaz de perceber as contradições da modernidade, presentes principalmente na diversidade de tipos humanos e na desigualdade social.

 

 

João do rio foi um grande jornalista de seu tempo, além de um leitor muito afinado com todas as tendências literárias, ele conhecia muito bem – já naqueles anos – a literatura subvertida de Edgar Allan Poe, e a literatura policial de H.G.Wells, o que permite dizer que, além de sensível por captar todas as nuances de diversos acontecimentos em sua crônica jornalística, ele também estava totalmente afinado com o seu tempo.

 

“A Alma encantadora das ruas”, é um livro  dividida em cinco partes, sendo que a primeira e a última são conferências proferidas em 1905. As demais partes se desdobram em vários textos, no geral crônicas ligadas às percepções que o autor tinha de sua vivência associada às transformações de sua época. “A rua” detalha o espaço público ocupado por diferentes tipos de pessoas, impregnado de atualidade para à época; “O que se vê nas ruas”, é uma descrição minuciosa e fascinante de várias profissões que ocupam as ruas e também de festas populares; “Três aspectos da miséria”, descreve as terríveis condições de vida dos operários e a mendicância, inclusive infantil; “Onde às vezes termina a rua” contém relatos dos presos da Casa de Detenção e, por fim; “A musa das Ruas”, uma espécie de celebração da pujança das ruas, com sua fascinante diversidade.

 

O texto de João do Rio impressiona pela sua unidade, pois é uma reunião de várias reportagens, crônicas e duas conferências, que, no entanto formam uma unidade coerente, um panorama sem retoques do Rio de Janeiro da época.

 

Vale lembrar que João é um dos autores que pertencem ao grupo dos pouco estudados na literatura nacional e que vale muito à pena retomar seus textos e trazê-los à luz da modernidade. João está ao lado de grandes autores, tais como Lima Barreto e Euclides da Cunha.