Resumo do Livro: A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água

A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água

“A morte e a morte de Quincas Berro D’Água”, é uma das grandes obras de Jorge Amado, escritor renomado brasileiro que já foi traduzido em mais de 70 línguas. Produção que está classificada na chamada geração de 30 – segunda geração modernista – narra sob uma perspectiva sociológica e ao mesmo tempo repleta de situações absurdas (que serão denominadas de fantásticas muitas vezes), como a situação da morte de Quincas, um funcionário público, que é cercada de mistérios e de versões desencontradas. A família declara que ele morreu de forma decente, mas esconde alguns vexames dos últimos momentos de vida do finado. Já os amigos são capazes de jurar que a morte de Joaquim se deu mesmo no mar, como era seu desejo.

 

Grande parte de sua vida, o funcionário público Joaquim trabalhara no funcionalismo, durante este período, este teria sido um funcionário exemplar, contando com o respeito dos colegas e da família. Aos cinquenta anos, porém, por motivo desconhecido, despediu-se da família com palavras ofensivas e passou a viver na rua. Foram dez anos se  entregando constantemente à bebida em companhia dos malandros e das prostitutas de Salvador, na Bahia. A esposa Otacília não resistiu ao drama familiar e morreu. A filha Vanda e seu marido, Leonardo, passaram a suportar a existência daquele parente incômodo.

 

Em um determinado momento da narrativa, o dono do botequim, que era frequentado por ele, querendo pregar-lhe uma peça, ao invés da cachaça de sempre encheu um copo com água e ofereceu a ele. Joaquim entornou o líquido e, ao perceber a enganação, lançou o berro que fez surgir seu apelido: Quincas Berro d’Água.

 

O personagem, Joaquim, então vem a falecer. Ele morre aos sessenta anos de idade. Ao saber, Vanda passou a tomar providências para o velório e o enterro do pai. Todos ajudam a organizar e Vanda consegue resolver todos os problemas, menos o sorriso que estava estampado no sorriso do pai. O velório foi realizado no mesmo cômodo minúsculo que tinha servido de moradia a Quincas nos últimos anos. Vanda permaneceu ao lado do corpo do pai durante boa parte da noite em que transcorreu o velório.

 

A notícia da morte de Quincas chegou aos ouvidos de seus companheiros de boêmia: Curió, Negro Pastinha, Cabo Martim e Pé-de-Vento. Sabedores do desejo do amigo de ter no mar seu último momento, dirigiram-se ao local do velório dispostos a fazer cumprir essa vontade.

 

A vigilância então é regada a muita cachaça. Eles oferecem uma festa a Quincas em alto mar. Mas, um grande temporal despenca e o corpo de Quincas cai no mar.