Resumo do Livro: Bom–Crioulo

Adolfo Caminha

“Bom-Crioulo” é uma obra literária escrita por Adolfo Caminha, no final do século XIX. Representante da vertente naturalista, o livro foi um dos mais polêmicos da época, justamente por sua abordagem narrativa: uma paródia do romance romântico que tem como enredo o amor entre dois homens, algo completamente impensado para a época.

 

Narrado em 3ª. pessoa, o livro conta a história Amaro, um escravo fugido, que se alista na Marinha, e que se torna um soldado exemplar. Forte e gentil com todos, recebe o apelido de Bom-Crioulo. No entanto, após 10 anos na Marinha, Amaro não mostra a mesma disposição para o trabalho, nem tampouco a mesma gentileza, é notória a sua inclinação para a bebida. Seu estado de ânimo se altera também na presença de certo grumete, Aleixo, com quem se envolve sexualmente. Amaro conheceu certa vez o amor de uma mulher, mas só agora descobre sua verdadeira orientação.

 

Quando chegam ao Rio de Janeiro, os dois se instalam em uma pensão na Rua da Misericórdia, cuja proprietária, D. Carolina, que conhecia a verdadeira orientação de Amaro, arranja um quarto discreto para os dois se instalarem. Ali, Aleixo cedia a todos os desejos do amante, inclusive que o desejo de sempre observá-lo sem roupa.

 

Durante um ano, os dois marinheiros levam uma vida matrimonial sem que ninguém note e, fora D. Carolina, secreta. No entanto, Amaro é transferido para outro navio e ocorre a separação que ele tanto temia. Na ausência de Amaro, D. Carolina seduz Aleixo.

 

Amaro com muitas saudades de Aleixo desobedece aos seus superiores e conduz um bote de marinheiros até atracar no porto do Rio. Amaro segue até a pensão, onde moravam ele e seu amante, e não encontra Aleixo, que inclusive não aparece a noite inteira. É então que as suspeitas de Amaro começam.

 

Amaro segue em direção ao cais e lá, tomado pelo ciúme, se embriaga, e por isso, acaba brigando. A polícia é chamada, Amaro preso e entregue ao seu superior no navio. Amaro então é castigado duramente, indo parar no hospital. O Bom Crioulo sofre tanto pelos ferimentos, quanto pela ausência de seu amante. Então, ele envia um bilhete a Aleixo. O recado é interceptado por D. Carolina.

 

Amaro recebe a visita de Herculano, um antigo companheiro, que revela ao Crioulo que Aleixo está com uma mulher. Amaro foge e segue até uma padaria próxima à pensão, e um empregado do estabelecimento, confirma o caso entre D. Carolina e Aleixo. Amaro cerca Aleixo, iniciando uma discussão. Forma-se uma roda de pessoas, D. Carolina abre um espaço entre elas e vê o amante com o pescoço cortado no chão. Amaro é preso e se lamenta.