Resumo do Livro: Casa da Pensão

Aluísio Azevedo

“Casa de Pensão”, do autor brasileiro Aluísio de Azevedo, foi originalmente publicado em 1877, teria sido um romance inspirado em um caso policial que aconteceu no Rio de Janeiro, e que ficou conhecido como “Questão Capistrano”. O caso envolveu dois jovens os quais eram  estudantes da Escola Politécnica, e que antes da tragédia, eram grandes e inseparáveis amigos: João Capistrano da Cunha e Antônio Alexandre Pereira.

 

A narrativa contada no livro é de fato muito próxima do que aconteceu na vida real e faz questão de analisar as influências que o meio tem sobre os indivíduos, o que era uma premissa das bases do realismo, movimento literário ao qual pertenceu o autor.

 

A história começa contando sobre Amâncio da Silva Bastos e Vasconcelos que é um rapaz rico da província do Maranhão que parte para a corte do Rio para estudar e se encaminhar na vida. Logo que chega à cidade, ele vai morar na casa do senhor Campos, amigo de seu pai, no entanto, o rapaz logo recebe um convite de João Coqueiro para morar em sua pensão. Coqueiro e sua esposa, Madame Brizard, estavam de olho no dinheiro de Amâncio e, por isso, o tratavam com total devoção e planejavam casá-lo com Amélia, irmão de Coqueiro.

 

Acontece que na pensão havia uma série de problemas: muitos hóspedes e a promiscuidade generalizada.  Além disso, havia a falsa moralidade imposta pelos proprietários. Naquele ambiente de horrores e excessos, Amélia se torna amante de Amâncio e, quando este anuncia que precisa regressar para casa, uma vez que seu pai havia morrido, ele é ameaçado por Coqueiro que ordena que antes ele se case com Amélia.

 

Amâncio então planeja sua fuga, e como Coqueiro suspeita, acaba denunciando o rapaz à polícia por ter tirado a virgindade da jovem. Ele acaba sendo absolvido, embora haja várias calúnias contra o rapaz.

 

O caso acaba se tornando muito famoso, e logo o rapaz consegue provar a sua inocência em diversas acusações. Amâncio comemora a liberdade assim como outros que atiravam flores e cantam para o estudante. Inconformado com a decisão da justiça, João Coqueiro pega o revólver do pai para se matar, mas desiste e acaba assassinando Amâncio no hotel em que estava, enquanto dormia de barriga para cima, Após o crime, é preso por um policial. A mãe de Amâncio chega à cidade no meio de todo aquele alvoroço e vê em uma vitrine o retrato do filho morto na mesa do necrotério.