Resumo do Livro: Felicidade Clandestina

Capa Livro Felicidade Clandestina

“Felicidade Clandestina” é uma obra de Clarice Lispector, autora representante do modernismo brasileiro. Classificada como pertencente à geração de 45, Clarice produz uma literatura que deve sempre ser lida nas entrelinhas. Nesta obra publicada em 1971, há 25 contos, sendo que alguns deles foram publicados no Jornal do Brasil, no período em que Clarice escrevia para o jornal. O ponto de partida para todos os contos são acontecimentos banais, que na maioria das vezes, levam os personagens às mais profundas reflexões sobre a existência.

 

O conto que dá nome ao livro, Felicidade Clandestina, tem como narradora uma menina que vivia em Recife – segundo estudiosos, seria uma própria referência à autora – que relembra um episódio de sua infância. Uma colega, cujo pai era dono de livraria, comentou certa ocasião que possuía o livro Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Tratava-se de um dos objetos de desejo da protagonista e ela o pediu emprestado. A dona se comprometeu a fazê-lo, mas, por dias seguidos, transferia a entrega para o dia seguinte sob as mais diversas justificativas. Até que, certa ocasião, a mãe da dona do livro descobriu tudo e fez a filha emprestar o livro.

 

Já em Restos do Carnaval, que também trabalha com a perspectiva da lembrança de uma narradora ainda menina, conta todos os eventos que se estabelecem em um período de carnaval. Marcada pela debilidade física da mãe, a narradora passa horas em frente à casa que morava com uma sacola cheia de confete, bem como um lança perfume nas mãos. No carnaval dos seus oito anos, a mãe de uma amiga aproveitou os restos da fantasia de rosa feita para a filha e fez uma para ela. No entanto, no momento de festejar, a saúde debilitada da mãe piorou, a família se agitou e ela foi convocada para ir até à farmácia comprar remédios. Quando tudo se acalmou, ela pôde ir até a frente do sobrado. Um menino de doze anos passou e cobriu seus cabelos de confete, como se jogasse água sobre uma rosa. E, a mãe dela morre.

 

Em Os desastres de Sofia, um dos contos mais emblemáticos da autora e também mais conhecidos. O conto trata de Sofia, uma menina, protagonista-narradora que se viu às voltas com um professor cuja “controlada paciência” ela percebeu e passou a provocar, tentando fazê-lo explodir para ajudá-lo a libertar-se da vida que tinha e que o deixava de “ombros contraídos”. Criando diversas situações para irritar o professor, em certa ocasião é elogiada por ele. Neste momento, Sofia se retira correndo sem olhar para trás.