Resumo do Livro: Geração do Deserto

Capa do Livro Geração do Deserto

O livro “Geração do Deserto”, é uma das mais importantes obras modernas do século XX. De Guido Wilmar Sassi, autor catarinense, escreveu diversos trabalhos, abordando temas variados, sobre a realidade do sul do Brasil. Seus livros são de extrema relevância para a cultura sulista.

 

Geração do Deserto é um romance de caráter ficcional, com pano de fundo histórico. Ele é ambientado durante a Guerra do Contestado, ocorrida entre os anos de 1912 e 1916 na região do Contestado, entre Paraná e Santa Catarina. É um livro de relevância para o cenário literário, bem como para a história local.

 

Publicado em 1964, o romance retrata um conflito ocorrido no começo do século entre caboclos conhecidos como pelados, e o exército dos peludos,  na divisa entre Paraná e Santa Catarina.

 

A narrativa tem início com a rememoração das promessas de São João Maria de Agostinho, um homem considerado santo pelo povo do Contestado. Agostinho desapareceu no caminho para cumprir penitência no Morro do Táio. A chegada de um suposto irmão do santo, José Maria, coincide com um período turbulento na região. Homens como Juca Tavares e Elias de Morais, que se servem de prestígio com o resto da população local, e por isso passam a apoiar a liderança de José Maria.

 

No entanto, o recém-chegado irá culpar a república pelos problemas enfrentados pela população local, e por isso irá defender a monarquia. Ele também irá imitar Carlos Magno, o “monge”, e cria até mesmo uma guarda pessoal, apelidando-a de “Pares da França”. Arma-se para enfrentar os coronéis. Também enfrenta a tropa de “Peludos”. Os “Caboclos” vencem, mesmo assim 16 membros da companhia são mortos, José Maria entre eles.

 

A morte do monge é considerada “temporária” pelo grupo, e eles decidem manter a luta. Elias de Morais conquista o papel de líder do grupo e, Adeodato o papel de líder militar. Outros combatentes entraram no grupo, como Boca Rica.

 

Acontece outra batalha em Taquaraçu, entre o grupo de “rebeldes” e os militares do governo. Entram ainda outros combatentes no grupo, um deles é Boca Rica.

 

Outra batalha acontece e desta vez, os peludos vencem, ainda matam 80 integrantes do arraial. Há sobreviventes, e eles conseguem escapar pela noite chuvosa até Caraguatá. Nessa região as dúvidas sobre a volta de José Maria ficam mais evidentes e as brigas internas mais frequentes. Gegé e Daniel , Ricarte Branco e  Coco entram em disputas por honra.

 

Elias decide modificar a localização do Arraial, para Serra de Santa Maria. Acontece a batalha final. Elias Morais morre, Adeodato desaparece. O governo destrói o movimento.