Resumo do Livro: Incidente em Antares

Capa do Livro Incidente em Antares

O livro “Incidente em Antares” de Érico Verissimo foi publicado nos anos de 1970, mas é um romance que guarda muitas caraterísticas da segunda geração modernista, a qual o autor pertencera. Trata-se de um texto com alto teor de denúncia, considerado um dos mais corajosos de sua época. A temática é política, tendo como centro a ditadura militar então em voga no país. O livro ainda foi atuado pela censura, no entanto, Érico Verissimo se manteve firme e não mudou uma linha se quer.

 

O livro é dividido em duas partes: “Antares” e “O incidente”. A primeira parte narra a história da cidade de Antares, que está localizada no interior do Rio Grande do Sul, e está no centro de uma disputa de duas famílias poderosas, os Vacariano e os Campolargo. Entre alianças e desavenças, as famílias vivem a história brasileira de uma perspectiva local.

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O “Incidente” acontece em 11 de dezembro de 1963, quando é decretada uma greve geral, na cidade de Antares, iniciada pelos operários das indústrias da região. Até mesmo os funcionários do cemitério aderem à greve geral. Dessa maneira, alguns corpos ficam sem o seus respectivos enterros, entre eles D. Quitéria, matriarca dos Campolargo que morreu de enfarto; Dr. Cícero Branco, advogado envolvido em falcatruas com as duas famílias poderosas; o sapateiro Barcelona; o maestro Menandro, que se suicidou; a velha prostituta Erotildes, vítima de descaso médico; João Paz, agitador político morto depois de ter sido torturado pela polícia; e, por fim, o bêbado Pudim de Cachaça, assassinado pela mulher, cansada de suas bebedeiras e agressões.

 

É então que, abandonados, os mortos levantam de seus caixões, e vão até a cidade, e provocam muito pânico e confusão entre os habitantes vivos. Andam por toda a cidade. Até que se reencontram na praça, onde haviam combinado. Eles visitam os seus parentes.

 

Os mortos se reúnem na praça, assim como os vivos, para saberem como será o desfecho do curioso problema. Os mortos fazem denúncias que envolvem diversos vivos. Por exemplo,  Barcelona revela os casos de adultério, que ele sabia pelas conversas ouvidas em sua sapataria. Erotildes aponta os nomes de alguns de seus amantes mais notórios. As acusações se desdobram em outras, feitas pelos próprios vivos, trazendo intranquilidade a muitos lares da cidade.

 

Os grevistas então suspendem o movimento, atacam os defuntos no coreto. Os mortos decidem retomar ao cemitério, e lá são finalmente sepultados. Alguns jornalistas de outras localidades vão até Antares para investigar o caso, que é confirmado por alguns moradores. Porém, as autoridades afirmam que nada passou de boatos, que serviram apenas para promover a festa de agropecuária da cidade. Esta acaba sendo a versão oficial.

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