Resumo do Livro: Macunaíma

Capa Macunaíma

Macunaíma”, de Mário de Andrade, é um dos livros considerados mais revolucionários da literatura brasileira. Ao lado de “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, é considerado o livro que traça, de fato, um perfil da identidade nacional – o da malandragem. Pode-se dizer que, é o livro de Mário de Andrade que consolida todo um projeto de busca e formação de literatura brasileira, iniciado em 1822, mais de cem anos antes de sua publicação.

 

Macunaíma, personagem principal que dá nome à obra, é um índio preto filha da noite e do medo, que já nasceu feio, grande e muito preguiçoso. Ele representa o povo brasileiro, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina. A frase característica da personagem é “Ai, que preguiça!”. Como na língua indígena o som “aique” significa “preguiça”, Macunaíma seria duplamente preguiçoso.

 

Macunaíma é filho de uma índia tapanhumas, fala tardiamente e só anda quando ouve o som do dinheiro. É um menino mentiroso, traidor, pratica muitas safadezas, fala muitos palavrões. Tem dois irmãos, Maanape e Jiguê. Ele cresce, vira cresce príncipe e trai o irmão Jiguê ao brincar com as cunhadas, primeiro Sofará e depois Iriqui. Vira homem e mata a mãe, enganado por Anhangá. Casa-se com Ci, a Mãe do Mato, guerreira amazonas da tribo das Icamiabas.

 

Macunaíma torna-se o Imperador do Mato Virgem. Ci lhe deu um filho, mas a criança morre, transformando-se em planta do guaraná. Cansada e desiludida, sua esposa vira a estrela Beta da Constelação Centauro. Antes de partir, porém, ela deixa-lhe ao esposo a muiraquitã, uma pedra talismã que lhe daria a garantia de felicidade.

 

Mas, acontece que, em uma de suas atrapalhadas, ele perde o seu maravilhoso amuleto. Desesperado descobre que o amuleto havia sido levado por um comerciante peruano, Vesceslau Pietro Pietra, o gigante Piamã, famoso comedor de gente. Mesmo assim, ele e seus irmãos decidem ir atrás da pedra. E ao que tudo indica, ela está bem longe junto com o peruano.

 

O índio consegue derrotar o gigante e recupera a muiraquitã. Retorna para sua tribo, mas seus irmãos morrem e ele é enganado e traído por Iara, perdendo novamente a sua preciosa muiraquitã. Na verdade, a pedra era o seu próprio ideal. Triste, e não tendo mais pelo que lutar, sobe aos céus e transforma-se na constelação Ursa Maior, estando assim relegado ao brilho inútil para os homens.