Resumo do Livro: Marília de Dirceu

Capa do Livro Marília de Dirceu

O livro “Marília de Dirceu”, é um dos clássicos da literatura brasileira. Escrito por Tomás Antônio Gonzaga, o livro teve a sua primeira parte publicada em 1792, em Lisboa. Trata-se de uma obra lírica, representante do Arcadismo, e que foi escrita durante os anos em que o autor esteve na prisão. Tomás Antônio Gonzaga nasceu em Portugal e foi trazido pelo pai ao Brasil, ainda quando era muito jovem, mas passou grande parte de sua vida em África, mais especificamente em Moçambique.

 

Filho de um brasileiro e uma portuguesa, o autor morou em Pernambuco durante sua infância e adolescência. Foi enviado a Portugal para a realização de seus estudos, assim como acontecia com todos os filhos de pessoas mais nobres, que já viviam em terras brasileiras. Tornou-se bacharel em direito e retornou à colônia, para cuidar dos negócios de família.

 

É quase impossível não falar da vida de Tomás Antônio Gonzaga quando se fala de seu mais importante trabalho “Marília de Dirceu”, uma vez que obra e vida estão fundamentalmente ligadas. Tomás Antônio Gonzaga se envolveu no processo da Inconfidência Mineira e, foi preso e condenado ao degredo. Grande parte de seu livro “Marília de Dirceu”, foi escrita em grande parte, durante os anos em que esteve preso. É uma obra de cunho autobiográfico, embora seja totalmente moldado nas premissas árcades. Alguns especialistas, no entanto, apontam alguns traços já pré-românticos, uma vez que grande parte há o sofrimento amoroso e o desejo de evasão através da morte, características muito presentes na segunda fase romântica.

 

O livro é dividido em três partes, sendo que a primeira relata o amor que Dirceu – pseudônimo do autor sente por sua amada Marília – nome dado às pastoras bucólicas e referência direta que o autor faz a sua amada Dorotéia, jovem de quem estava noivo antes de ser preso.

 

Tanto Dirceu quanto Marília são pastores árcades, que vivem em região não definida pelo autor. Na primeira parte, escrita antes da prisão, nota-se uma preocupação intensa em louvar a beleza da amada. Outro objetivo do eu lírico nesse trecho parece ser o de se colocar à altura dela, fato que fica claro pela afirmação de uma posição social nas primeiras liras. O eu lírico ainda fala muito sore os planos futuros para os dois seres amados. Vale lembrar que se trata de uma obra lírica, gosto típico da época.

 

Já na segunda parte, elaborada na prisão, local para o qual o autor e o eu-lírico se deslocam, e na terceira, predominam o tom solitário e pessimista. Dirceu repete sua tristeza e saudade de Marília, sem o otimismo e o louvor à natureza presente no trecho inicial.