Resumo do Livro: Memorial do Convento

Capa do Livro Memorial do Convento

“Memorial do Convento” é uma das grandes obras de José Saramago, prêmio Nobel de literatura. Publicado em 1982, destaca-se pela sua mordaz crítica à história de Portugal, o que já é marca registrada do autor. No livro, há um rigor histórico aliado à construção dos personagens que representam de forma clara e concisa a crítica que o autor fazia à sociedade monárquica portuguesa.

 

No livro, o enredo segue com a história do rei D. João V e a rainha D. Maria Ana, que  anseiam por filhos, para que se cumpram os deveres de sucessão real.  Eles então recebem certa noite, a visita do Frei Antônio de São José, que lhes dá esperança de um filho em breve, desde que o rei cumpra a promessa de erguer um convento dedicado à ordem dos freis franciscanos em Mafra.

 

Durante o desenrolar da história, dá-se a presença de Baltasar Mateus, humilde, soldado dispensado da guerra de sucessão espanhola, que caminha até Lisboa na esperança de receber uma pensão por danos de guerra. Assim que chega à cidade, encanta-se pela jovem Blimunda, moça vidente que vê a vontade das pessoas e perdeu a mãe pelo castigo dado pelo Tribunal da Santa Inquisição, que queimou a mulher na fogueira. Acabam se relacionado com a ajuda do padre Bartolomeu.

 

Assim que os dois começam a se entender, Bartolomeu confia a Baltasar o plano de construir um objeto voador chamado de passarola. O padre arruma a Sete-sóis – apelido que recebeu por só conseguir ver pela manhã – trabalho na construção do objeto. Após a partida do padre Bartolomeu para Holanda, Sete-sóis e Blimunda vão para Mafra. Lá todos trabalham.

 

Bartolomeu retorna da Holanda, retomam o projeto do passarola, e finamente conseguem voar. No entanto, o padre enlouquece. E foge da inquisição para não morrer queimado. Dessa maneira, depois de passado um tempo, Baltasar, decide reparar o passarola. Acontece que ele desaparece por exatos 9 anos. Blimunda procura Baltasar por todo esse tempo, descobrindo por meio de seu poder de vidência, que o amado teria o mesmo final que sua mãe: ele seria queimado na fogueira da inquisição.

 

O livro que é uma metáfora do capitalismo recorta Portugal por meio da própria história, de suas posições políticas, em particular em certos momentos da história da própria
Europa e da Igreja católica, com seus interesses acima de qualquer questão humana. Traçando um paralelo com outros momentos, José Saramago tece uma crítica duríssima aos desmandos pelos quais o país passou para formar seu Estado.