Resumo do Livro: Memórias de um Sargento de Milícias

Capa do Livro Memórias de um Sargento de Milícias

Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, foi publicado, originalmente em folhetim, no Correio Mercantil,  entre os anos de 1852 e 1853 e, posteriormente, compilado em obra, em 1856, sob o pseudônimo “um brasileiro”. É classificado como o primeiro romance malandro da literatura nacional brasileira.

 

O clássico de Manuel Antônio de Almeida costuma figurar entre os livros que são exigidos como leitura obrigatória em grandes processos e exames vestibulares, assim como no ENEM. Trata-se de uma obra singular, e que foi muito divergente à sua época. Isto porque não trazia nem a linguagem típica dos romances românticos, muito menos os casos tradicionais de amor.

 

Com um narrador em 3ª. pessoa – onisciente, que de maneira digressiva, tece seus comentários a respeito de diversos acontecimentos que permeiam a narrativa, também assume a vez de contador das histórias da época do rei, D. João VI, que junto com a corte, veio para o Brasil com uma leva de gentio para servi-lo. Nesse grupo, embarca Maria da Hortaliça e Leonardo Pataca, que serão os pais do grande malandro da narrativa.

 

Leonardo é fruto de “um beliscão e uma pisadela” entre Leonardo e Maria da Hortaliça, ocorrida, ainda em um navio que vinha em direção à colônia, trazendo toda a arraia miúda – as parteiras, os barbeiros, os comerciantes – para que pudessem servir ao rei, que acaba de fugir da invasão napoleônica.

 

Já chegando ao Brasil, Maria tem as primeiras dores do parto. Imagina-se que o bebê será prematuro, mas este nasce forte e grande com mais de “três” palmos. Logo, Maria abandona o Leonardo pai e o filho, este último, ganhará de quebra um padrinho e uma madrinha mais do que generosos: a parteira e o barbeiro. Figuras que para época seriam tão notórias quanto um membro da corte.

 

O menino cresce, fazendo as mais diversas estripulias e fugindo de todas as repreensões possíveis. Não consegue nem aprender o alfabeto. É então que o padrinho crê que o menino possa se tornar padre. Sai em busca de ajuda ao mesmo tempo em que o menino também passa a ser alvo da figura da ordem: o Major Vidigal. Este o perseguirá durante toda a narrativa.

 

Leonardinho apaixona-se por Luisinha, sobrinha de D. Maria, leitora de “demandas”, e que se casará com Sr. Manuel, golpista interessado em sua fortuna. Leonardo passará por diversas situações inusitadas, inclusive a de se apaixonar rapidamente por Vidinha, uma mulata que vivia na região mais pobre do Rio.

 

Por fim, por intermédio de sua Madrinha, desesperada com a situação do afilhado, e de uma personagem que somente aparece no fim da narrativa – a Maria Regalada, o Major Vidigal acaba perdoando o garoto por todos os desvios de conduta e ainda o nomeia de quebra, Sargento de Milícias.