Resumo do Livro: Otelo

Cena de Otelo

“Otelo”, de Willian Shakespeare, é uma obra clássica que possui uma série de adaptações, tanto para o teatro, cinema, televisão e até mesmo outros tipos de adaptações literárias. É uma das peças mais famosas de Shakespeare, teria sido escrita entre os anos de 1599 a 1608. Também é uma das peças mais encenadas do autor inglês.

 

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O enredo de Otelo trabalha com um dos temas mais discutidos ao longo da história da literatura e, portanto do próprio homem – a inveja e o ciúme.

 

Narrada de modo brilhante – Shakespeare nos apresenta o mouro Otelo, general que serve ao reino de Veneza, e que se apaixona à primeira vista por Desdêmona, a filha de Brabâncio um dos senadores mais poderosos da cidade. O amor é correspondido e Otelo, de volta à Veneza após uma longa batalha, se casa com Desdêmona, mas de maneira sigilosa. O pai, ao saber do enlace dos dois, fica furioso, mas acaba perdoando a filha. Os dois parecem viver na mais plena harmonia, quando Otelo, o sábio e discernido general, acaba sendo envenenado pelo personagem Iago, que o invejá-lo em diversos aspectos.

 

Iago por meio de um plano diabólico, mas muito eficaz, faz Otelo crer que sua adorada esposa Desdêmona o está traindo com Cássio, outro personagem da história. Otelo cego e envenenado pelo ciúme, torna – se um homem descontrolado e acaba matando Desdêmona, movido pela manipulação ardilosa e cruel de Iago, que ainda recebe a ajuda de sua esposa, que era dama de companhia de Desdêmona.

 

Uma das adaptações mais recentes e que tem agradado em particular os jovens leitores, que estão sendo apresentados aos clássicos é a adaptação da Editora Nemo. Ela é muito interessante já que é feita toda em forma de quadrinhos. No entanto, é uma abordagem mais simples, que não enfoca o pano de fundo histórico, tão celebrado nas obras de Shakespeare.

 

Os autores, que se envolveram na difícil tarefa de recontar Shakespeare para um público jovem e, muitas vezes, sem a prática da leitura, preferiram dar enfoque à parte mais humana, emocional e psicológica dos personagens. Isto facilita a leitura dos quadrinhos, os quais foram muito bem traçados pelos quadrinistas Jozz e Akira Sanoki. Em 64 páginas é possível conhecer um clássico da literatura universal e ainda entender como se articula a alma humana.

 

Acontece que ler Willian Shakespeare não é fácil e, a tragédia original muito menos. Ela é toda articulada num pano de fundo histórico-político bem ao estilo shakespeariano.

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