Resumo do Livro: Viagens na Minha Terra

Almeida Garrett

“Viagens na minha terra” é um dos livros mais importantes e significativos da literatura portuguesa. Escrito por Almeida Garrett que se inspirou em uma viagem que fez de Lisboa a Santarém para escrever a sua narrativa que é contada em dois planos.  O primeiro trata do relato de viagem com a novela sentimental da “menina dos rouxinóis”. O narrador e seus companheiros de jornada partem de Lisboa com destino à cidade histórica de Santarém. A passagem por outros locais importantes é permeada pelo desenvolvimento de reflexões a respeito dos mais variados temas, todos ligados  à sociedade portuguesa da época.

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Vale lembrar para o leitor, que se trata de uma narrativa complexa e que discute especialmente a questão do materialismo e espiritualismo. Embora o narrador – que é a própria consciência de Garrett sendo impregnada na narrativa, ele não defende nem assume nenhuma das vertentes.

 

Durante os relatos que vão sendo feitos sobre as impressões políticos e sociais, há na narrativa a história de Joaninha, a menina dos rouxinóis. Os primos Carlos e Joaninha se reencontram depois de alguns anos de separação e confessam seu amor um pelo outro. No entanto, Carlos se recusa a rever D. Francisca, a velha cega mantinha laços de amizade com Frei Dinis, por quem Carlos nutria antipatia desde que o religioso tentara convencê-lo a mudar de partido, argumentando que o liberalismo era anticristão. Por suas convicções políticas, Carlos acabou exilado na Inglaterra.

 

Carlos então decide voltar à sua terra natal depois do fim da guerra civil que opôs liberais e monarquistas; ele colabora para a vitória de seu partido. No entanto, o jovem fica ferido em combate, e acaba sob os cuidados de Frei Dinis e de Georgina, moça inglesa com quem ele namorou durante o exílio.

 

O que Carlos não espera, acaba acontecendo. Todos os segredos que ele mantivera acabam vindo à tona. Francisca revela que Carlos é filho de Dinis, que tinha mantido um relacionamento adúltero com a mãe do rapaz. Ao saber da verdade, Carlos parte, abandonando a prima, para não submetê-la ao mesmo sofrimento experimentado por outras mulheres que tinham se apaixonado por ele. A pobre menina dos rouxinóis acaba sozinha, e enlouquece.

 

Por sua vez, Carlos que a abandonara sem dar lá grandes explicações, acaba tornando-se barão, explorando todos os tipos de comércio, e enriquece, mostrando sua postura enfim que já tinha sido situada desde o início da narrativa. Carlos simboliza a derrota do liberalismo.

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